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Imposto de Renda sobre Aluguel de Temporada

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Atualizado em 15 de agosto de 2026

O que é a tributação de IR sobre aluguel de temporada

Imposto de Renda sobre aluguel de temporada é a tributação federal que incide sobre a receita gerada por locação de imóvel por período curto, seja recebida por pessoa física ou por pessoa jurídica. A forma de recolhimento muda conforme o enquadramento de quem recebe o valor: pessoa física geralmente recolhe via carnê-leão mensal, com alíquota progressiva conforme a tabela do IR; já um proprietário ou administrador enquadrado como MEI ou ME segue a tributação simplificada do Simples Nacional, com valor calculado sobre o faturamento em vez da alíquota progressiva da pessoa física.

Como funciona na prática, e a diferença entre a base do proprietário e a do gestor

Um ponto de confusão comum para quem administra imóveis de terceiros: a receita tributável do proprietário é o valor total da diária recebida pela reserva, descontadas as deduções permitidas; a receita tributável do gestor é só a taxa de administração cobrada pelo serviço — não o valor total movimentado pelas reservas que passam por ele. Um exemplo ilustra a diferença: um imóvel gera R$ 5.000 de receita bruta de hospedagem num mês; o gestor cobra 20% de taxa de administração, ou seja, R$ 1.000; os R$ 4.000 restantes são repassados ao proprietário. Para fins de apuração de IR, o proprietário declara os R$ 4.000 (ou, dependendo do enquadramento, os R$ 5.000 brutos com dedução de despesas) como sua receita de aluguel; o gestor declara apenas os R$ 1.000 de taxa de administração como sua receita de prestação de serviço — não o valor total que passou pela sua conta para repasse. Separar claramente essas duas bases, com o respaldo da nota fiscal (NFS-e) emitida pelo gestor sobre a própria taxa, evita declarar — e pagar imposto sobre — um valor maior do que o realmente devido por cada parte.

Erros comuns / Pontos de atenção

  • Gestor declarar o valor total repassado como se fosse receita própria. Só a taxa de administração é receita do gestor; o valor repassado ao proprietário não deveria compor a base de cálculo do gestor, mesmo que passe pela conta dele antes do repasse.
  • Proprietário esquecer de declarar aluguel recebido via plataforma achando que “a OTA já cuida disso”. Airbnb e Booking reportam dados à Receita Federal em determinados casos, mas isso não substitui a obrigação do próprio proprietário de declarar a receita.
  • Misturar receita de aluguel de temporada com outras rendas sem separar a origem. Isso dificulta tanto a apuração correta do imposto quanto uma eventual comprovação de origem em caso de fiscalização.
  • Trocar de enquadramento (pessoa física para MEI, por exemplo) sem entender o impacto retroativo ou a mudança na forma de apurar. Cada mudança de enquadramento tem regras próprias de transição que, se ignoradas, geram inconsistência na declaração.
  • Assumir que a mesma regra vale para todo o portfólio, sem considerar que cada imóvel pode ter dono com enquadramento tributário diferente. Um portfólio com proprietários pessoa física e outros como pessoa jurídica exige tratamento fiscal separado por proprietário, não uma regra única aplicada a todos.

Este conteúdo é informativo — a forma de declarar varia por situação específica (número de imóveis, se é proprietário ou administrador de terceiros, enquadramento tributário) e deve ser sempre validada com um contador antes de qualquer decisão.

Por que controlar isso no sistema, e não na planilha

Apurar corretamente o imposto devido exige ter, separados por proprietário e por mês, os valores de receita bruta, repasse e taxa de administração — a mesma separação que, numa planilha, costuma se perder quando reserva, repasse e taxa aparecem misturados na mesma aba, sem categorização clara por tipo de valor. O Staymin não calcula nem emite guia de imposto — essa parte continua sendo trabalho do contador de cada proprietário ou do próprio gestor — mas organiza automaticamente, por imóvel e por proprietário, os valores de receita, taxa de administração e repasse que servem de base para essa apuração, com relatório exportável e histórico auditável. Isso transforma o trabalho de levantar dados fiscais no fim do mês, ou na hora de declarar, de garimpagem manual em planilha desatualizada para consulta direta de um dado já organizado.

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