O que é uma DRE de imóvel de temporada
DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é o relatório que pega tudo que entrou e tudo que saiu num período e organiza numa sequência que termina no lucro — não num monte de números soltos, mas numa cascata: receita bruta, menos deduções, menos custos diretos, menos despesas, igual resultado. No aluguel de temporada, ela responde a pergunta que a soma de “quanto faturei” e “quanto gastei” não responde direito: esse imóvel deu lucro no mês, e de quanto?
Ela reúne conceitos que o glossário trata separados — margem líquida, custo fixo x variável, EBITDA — no formato que mostra como um leva ao outro.
Como montar a DRE de um imóvel
A estrutura, linha a linha:
(+) Receita bruta de diárias
(−) Comissão de canal (OTA)
(−) Impostos sobre a receita
(=) Receita líquida
(−) Custos diretos da estadia (limpeza, enxoval, consumo, amenities)
(=) Margem de contribuição
(−) Custos fixos do imóvel (condomínio, IPTU, internet, seguro)
(=) Resultado operacional do imóvel
(−) Taxa de administração / rateio da estrutura do gestor
(=) Resultado líquido
Um exemplo com números: um imóvel fatura R$ 9.000 no mês em diárias; menos R$ 1.350 de comissão de OTA e R$ 450 de imposto = R$ 7.200 de receita líquida; menos R$ 1.100 de custos diretos = R$ 6.100 de margem de contribuição; menos R$ 1.900 de custos fixos = R$ 4.200 de resultado operacional; menos R$ 1.440 de taxa de administração = R$ 2.760 de resultado líquido. Sem a DRE, o proprietário vê “entrou 9.000” e o gestor vê “sobrou pouco” — e ninguém sabe em qual linha o dinheiro foi.
DRE é a mesma coisa que fluxo de caixa?
Não. O fluxo de caixa mostra quando o dinheiro entra e sai (regime de caixa); a DRE mostra o resultado do período independente de o pagamento ter caído (regime de competência). Uma reserva paga em março para uma estadia em julho aparece no caixa de março e no resultado de julho. Confundir os dois faz um mês de muitos pagamentos antecipados parecer lucrativo quando o custo daquelas estadias ainda vem. Isso está detalhado em regime de caixa vs. competência.
Erros comuns / Pontos de atenção
- Juntar receita e custo num número só. “Faturamento menos gastos” não é DRE — sem separar as linhas, você não sabe se o problema é comissão alta, custo de limpeza ou custo fixo.
- Esquecer o imposto na dedução. Receita bruta menos comissão não é receita líquida se o imposto sobre a diária não entrou.
- Não ratear a estrutura do gestor. Numa carteira, o custo de equipe, sistema e escritório precisa ser distribuído entre os imóveis — senão cada imóvel parece mais lucrativo do que é.
- Misturar regime de caixa e competência na mesma DRE. Escolha um e seja consistente.
- Fazer DRE só uma vez por ano. O valor está em comparar mês a mês e imóvel a imóvel — anual esconde a sazonalidade e o imóvel que dá prejuízo recorrente.
Por que controlar isso no sistema, e não na planilha
Montar uma DRE numa planilha uma vez é viável. Montar todo mês, para cada imóvel da carteira, puxando comissão, imposto, custo de limpeza e repasse de fontes diferentes — isso é o trabalho manual que ninguém sustenta, e onde uma fórmula arrastada errada distorce o resultado sem aviso. O Staymin calcula, por imóvel e por período, a receita, a taxa, o custo e a margem líquida automaticamente a partir das reservas registradas — a DRE deixa de ser uma planilha remontada e vira um relatório que já reflete o que aconteceu.

