O que é net rate (tarifa líquida)
Net rate, ou tarifa líquida, é o valor que o gestor efetivamente recebe por uma reserva, depois de descontada a comissão de canal ou de qualquer intermediário envolvido — diferente do preço bruto exibido ao hóspede, que inclui a margem retida pelo canal. Numa venda direta ao hóspede, tarifa bruta e líquida costumam ser quase iguais (só descontando eventual taxa de processamento de pagamento); numa venda via OTA ou canal B2B, a diferença entre as duas pode ser significativa e mudar completamente a leitura de qual canal é, de fato, mais rentável.
Como calcular o net rate, na prática
Net rate = Preço bruto pago pelo hóspede − Comissão do canal
Um exemplo numérico mostra por que essa conta muda a decisão sobre qual canal priorizar. Duas reservas do mesmo imóvel, mesma diária de 3 noites:
Reserva via OTA A: preço bruto R$ 900, comissão de canal 18% → net rate = 900 × 0,82 = R$ 738
Reserva via OTA B: preço bruto R$ 850, comissão de canal 15% → net rate = 850 × 0,85 = R$ 722,50
Mesmo com preço bruto mais baixo, a OTA A entrega net rate maior — R$ 738 contra R$ 722,50 — porque a comissão cobrada é mais baixa em termos proporcionais ao valor final. Se o gestor comparasse só o preço bruto pago pelo hóspede, chegaria à conclusão errada de que a OTA B “rendeu mais” naquela reserva.
Erros comuns / Pontos de atenção
- Comparar canais pelo preço bruto, não pelo net rate — é o erro mais comum e o que mais distorce decisão de priorização de canal; comissão diferente entre plataformas pode inverter completamente qual canal é mais rentável.
- Aplicar uma comissão média genérica em vez da comissão real do canal — cada plataforma (e às vezes cada tipo de tarifa dentro da mesma plataforma, como tarifa não reembolsável x flexível) tem percentual de comissão diferente; usar uma média aproximada esconde diferenças relevantes entre reservas.
- Esquecer taxas adicionais além da comissão principal — algumas plataformas cobram taxa de processamento de pagamento separada da comissão de distribuição; ignorar isso no cálculo do net rate ainda superestima a receita real.
- Não recalcular net rate quando a comissão do canal muda — comissões são renegociadas ou ajustadas periodicamente pelas plataformas; usar um percentual desatualizado distorce todo o histórico de comparação entre canais.
- Confundir net rate com margem líquida do imóvel — net rate é só o valor líquido de comissão de canal; ainda faltam descontar limpeza, manutenção, repasse e impostos para chegar à margem líquida por imóvel de fato.
Como isso aparece em tarifas negociadas B2B
Em contratos B2B, a tarifa combinada com o intermediário já costuma ser diretamente uma net rate — o intermediário aplica a própria margem por cima antes de revender ao cliente final, e o gestor não tem visibilidade nem controle sobre esse preço final, só sobre o valor líquido acordado previamente em contrato.
Por que controlar isso no sistema, e não na planilha
Negociar tarifa líquida formalmente em contrato B2B, com intermediário revendendo a preço próprio, é mais comum em operação que atende agência ou corporativo com volume relevante do que na rotina de quem administra de 1 a 30 imóveis majoritariamente por OTA. Mas a lógica de fundo do net rate — saber quanto de fato sobra depois da comissão do canal — vale pra qualquer reserva, de qualquer tamanho de carteira, e é aí que mora o problema real a resolver: uma planilha que registra só o valor bruto da reserva, sem aplicar a comissão específica daquele canal, superestima a receita e distorce qualquer comparação entre canais. O que resolve isso na prática é o cálculo automático de margem líquida por reserva, a partir do canal de origem real de cada uma. No Staymin, repasse e taxa já são calculados reserva a reserva dessa forma, mantendo o net rate correto sem depender de alguém atualizar manualmente uma tabela de comissões toda vez que uma plataforma muda a própria política.
