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Curva de Reserva (Booking Curve)

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Publicado em 13 de agosto de 2026 · Atualizado em 15 de agosto de 2026

O que é curva de reserva (booking curve)

Curva de reserva é o padrão de como as reservas de uma data futura se acumulam ao longo do tempo — por exemplo, quanto de um feriado específico já está vendido a 60 dias de antecedência, quanto a 30 dias, quanto a 7 dias. É diferente da janela de reserva, que resume esse comportamento num único número (o tempo médio de antecedência); a curva mostra o ritmo completo de acumulação, ponto a ponto, não só uma média que pode esconder padrões muito diferentes por trás do mesmo resultado final.

Como a curva funciona na prática

Na prática, a curva de reserva é construída plotando, para uma data específica, o percentual de ocupação já confirmado em cada marco de antecedência: a 90 dias, a 60, a 45, a 30, a 14, a 7 e a 1 dia do check-in. Um feriado de fim de ano, por exemplo, pode mostrar 20% de ocupação a 60 dias, 45% a 30 dias, 70% a 14 dias e 92% a 7 dias — um ritmo de aceleração típico de datas de alta demanda. Já uma data de baixa temporada pode ficar estagnada em 15% até os últimos 5 dias, quando um pico de reservas de última hora eleva rapidamente a ocupação final.

O uso mais direto da curva é comparativo: sobrepor a curva do ano atual com a curva histórica do mesmo período em anos anteriores. Se, a 30 dias de um feriado, a ocupação atual está em 35% e no ano passado, no mesmo ponto, estava em 55%, isso é um sinal concreto — não uma impressão — de que a demanda está mais fraca ou de que o preço está fora do ponto que o mercado aceita, e que vale revisar antes que a janela de decisão se feche. Se está acima do histórico, é sinal de que ainda há espaço para subir preço nas datas restantes sem perder ocupação. Essa leitura alimenta diretamente qualquer previsão de ocupação de curto prazo.

Erros comuns / Pontos de atenção

  • Olhar só a ocupação atual sem comparar com a curva histórica do mesmo período — um número isolado não diz se o ritmo está bom ou ruim, só a comparação revela isso.
  • Tratar todas as datas com a mesma curva esperada: feriado, evento local e fim de semana comum têm ritmos de acumulação completamente diferentes, e usar a curva errada como referência gera decisão de preço equivocada.
  • Reagir a uma curva atrasada baixando preço cedo demais, sem considerar que boa parte da demanda de algumas datas historicamente só chega na última semana — o que parece “fraco” a 30 dias pode ser normal para aquele tipo de período.
  • Não registrar a data exata em que cada reserva foi feita, só a data da estadia — sem esse timestamp, a curva de um período passado simplesmente não pode ser reconstruída depois.
  • Ignorar cancelamento na leitura da curva: uma reserva feita e depois cancelada infla o ritmo aparente de um ponto no tempo se o histórico não descontar isso corretamente.

Por que controlar isso no sistema, e não na planilha

Reconstruir a curva de reserva de um período passado exige saber, para cada reserva, não só a data da estadia mas também a data exata em que foi feita — histórico que só fica confiável quando vem de timestamp real de reserva, centralizado, não de memória ou de anotação manual numa planilha atualizada de forma inconsistente. Um sistema que registra automaticamente quando cada reserva foi confirmada permite reconstruir essa curva para qualquer período retroativamente, sem depender de ninguém ter anotado isso na hora — e sem esse dado, a comparação ano a ano que dá utilidade real à curva simplesmente não existe.

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